sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Regimento Interno

Estudando os instrumentos fundamentais para uma gestão escolar mais democrática, pude compreender melhor a importância do Regimento Interno e sua relação com o PPP. O Regimento Interno, possui a qualidade de assegurar o que está intencionado no PPP, porém, ao serem feitos de modo isolado, cada um em um tempo diferente, nem sempre o RI consegue cumprir seu papel na relação com o PPP. Em muitas escolas, foi construído antes dele, o que lhe impede de dar garantias ao primeiro. Acaba assim, assumindo a postura de imposição quanto ao que o PPP deve postular em termos de educação. Dentro dessa circunscrição dos princípios educacionais, acabamos vendo algumas medidas que deveriam ser tomadas para o avanço da democracia dentro da escola ficarem totalmente estagnadas ou impossibilitadas em sua implementação pela falta de previsão para que esse processo possa ocorrer. É preciso lançar mão de profundas reavalições dos Regimento Interno da escola para que se tenha maior liberdade de ação, e que esta traga benefícios mais rápidos para o avanço do processo democrático.

Velhice

Olhando a apresentação de um dos grupos, em Psicologia da Vida Adulta, que tratava da vida amorosa dos velhos, digamos que confirmei uma forma de pensar quanto ao foco de trabalho a ser desenvolvido com esses. Cada vez mais, penso que se deve buscar situações que os levem a refazer seus conceitos de vida, de moral, e sobre o uso da razão. Me parece que os velhos são olhados somente através da ótica das emoções e do corpo, em decorrência das transormações pelas quais passa. Todo o trabalho, tende a ocupar o corpo, a expandir o campo emocional, como se as pessoas nessa etapa de vida, não pensassem mais, não fossem capazes de emitir opiniões e externar idéias que podem trazer benefícios a uma mudança até de paradigmas, talvez. Por exemplo: Se na juventude, a maioria das pessoas sofre preconceitos quanto a exercer-se sexualmente e amorosamente, na vida adulta, passam a desempenhar um papel contrário, passam a oprimir a nova geração que lhe sucede, para depois voltar a reivindicar liberdade. Creio que o trabalho deveria ser orientado para que haja um rompimento com esse ciclo negativo. Aproveitar o momento para que os velhos, possam reavaliar suas experiências de vida, tentando construir conceitos que poderiam ser um novo norte para a juventude, libertando-a dos chavões, e das culpas pelo desejo, talvez aí, essa juventude pudesse também reconstruir seus valores porém numa perspectiva menos ansiosa, menos voraz, exercendo seu direito ao amor e ao sexo, com mais responsabilidade pelo seu par. Acredito que essa seria uma grande contribuição da velhice.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Importância da apropriação das leis que regem a educação

Considero ainda, bastante incipiente o reconhecimento da importância da apropriação das Leis que regem a Educação no Brasil, por parte dos trabalhadores em educação. Na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e nas Diretrizes Curriculares Nacionais, Estaduais ou Municipais, encontram-se todos os princípios que norteiam a educação em nosso país. Muitos projetos são deixados de lado, por desconhecimento do amparo que a lei pode oferecer. Acostumados a assistirem o desfile de impedimentos verbais e que nem se comprovam, por força de sua auto-desvalorização como profissionais,os professores não se atrevem a realizar nenhuma carga jurídica de resistência. Vejo como extremamente importante, que todos os colegas que já consigam enxergar essas possibilidades, pensem de que maneira poderiam reunir seus colegas para o estudo das leis, e a partir daí, iniciarem a participação em conselhos existentes no seu Município.

PPP

O Projeto Político Pedagógico de uma escola revela sempre qual a visão de sociedade existente por parte do conjunto de profissionais dela, a própria elaboração do documento feita somente a partir deste segmento, na maioria das vezes, com a exclusão do maior interessado que é o educando, já expõe sua posição. Um documento que é discutido sem levar em conta as opiniões de todos os segmentos envolvidos na existência da escola, no mínimo, já traz em seu bojo o germem do autoritarismo. Como tornar motivador o aprendizado daquele que já é considerado de princípio como incapaz de pensar sua vida, sua experiência? Se considerarmos que vivemos um escola que está recém iniciando sua transformação em direção à participação geral, à convivência mais fraterna, mas que ainda está impregnada de valores individualistas, então essa transformação ocorrerá, mesmo que lentamente, por caminhos de amplificação, mas se mascararmos a realidade afirmando que a escola já é democrática, ou está democratizada pela participação de pessoas em uma assembléia ao ano, por exemplo, então ainda teremos muito tempo pela frente para que novos rumos sejam apontados.

Gestão democrática e gestão patrimonialista

Gostei muito de realizar a comparação entre esses dois conceitos de gestão , especialmente no âmbito da escola. Pois ao extrair de nossa própria realidade, como profissionais docentes, os elementos que os compõem pudemos observar o quão distante ainda estamos da democracia em todas as nossas instâncias de vida. Vivemos ainda, extremamente imersos em um estado patrimonialista, dentro do qual a gestão da escola é seu ato social e cultural mais representativo. A forma como acontecem as eleições para diretores, em que procura-se o consenso tempo integral, evita-se o conflito, e se fazem arranjos nas conversas individuais de porta a porta exemplifica muito bem esta situação.Poucas pessoas têm coragem de se lançar para um cargo de direção em meio a esse tipo de articulação. Daí que aquela ou aquele que alcança o cargo inicia com toda a liberdade a implantação de suas idéias, fazendo-as prevalecer de várias maneiras. Por camaradagem, por coersão ou pelas duas alternadamente, mas quase nunca por decisão discutida por um coletivo. Infelizmente, poucos professores têm uma visão dessa ordem; acham normal que seja assim. A camaradagem camufla o estado de opressão. Fica difícil percebê-la, e ainda que não premeditada, ela está presente.

Velhice

Durante o trabalho em grupo, realizado na interdisciplina Psicologia da Vida Adulta, cujo título foi Velhice: resgatando a auto-estima, consegui realizar várias elaborações interessantes. Primeiramente, que os comportamentos na velhice, estão diretamente ligados às histórias de vida de cada pessoa; na realidade eu já pensava um pouco por essa linha, mas me pareceu que confirmei essa tese, pois todos os trabalhos, enfocavam mais evidentemente, ou menos, ou até como um pequeno aspecto, essa afirmação. Segundo, e por conseqüência, deve ser promovido um amplo debate dentro da sociedade, com vistas à superação da visão de que a velhice é uma segunda infância. Embora muitos velhos acirrem suas opiniões e posturas com relação às situações ou temas conjunturais que acabam por caracterizar uma espécie de teimosia frente a outras pessoas, o velho apresenta uma grande diferença da criança, possui imensa bagagem cultural, e um descentramento muito maior do que a criança em seus anos iniciais. A chamada teimosia, ocorre como tentativa de recuperar um tempo em que talvez teve que manter uma atitude de muita submissão para poder continuar sobrevivendo. Geralmente, na área profissional, ou ligada ao mundo do trabalho. Terceiro, também se faz necessário o estímulo, desde a família até os profissionais que lidam com essa etapa da vida, no sentido de participação produtiva intelectual, seja realizando cursos, voltando à faculdade, ou qualquer outro grau e ensino,ou aidna atuando em grupos de debate e reivindicação como associações de aposentados, sindicatos, comitês eleitorais para que possa quem sabe, reparar essa fragilidade instalada por conta de submissão da razão, propiciando que passe a ser testemunho de luta pela vida para os que caminham para a velhice.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

SÍNTESE DE APRENDIZAGENS UTILIZANDO A METODOLOGIA DE TRABALHO COM PROJETOS


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No desenvolvimento da metodologia proposta na interdisciplina Seminário Integrador V , tive a oportunidade de comprovar como se pode aprender com profundidade e em menor período de tempo sobre uma determinada área de conhecimento. A escolha própria do assunto a ser trabalhado, já me causou bastante entusiasmo. Senti fortemente a vontade de entender o tema e buscar as formas de chegar à resposta para a pergunta investigativa que formulamos. Na seqüência, ao assistir diversos vídeos sobre Células Tronco, nosso campo de pesquisa, fui percebendo que o tema se constituía de várias partes, uma científica biológica, através da qual acessei a resposta, uma parte filosófico-ética, e uma jurídica. Ao construir o mapa conceitual, a estrutura da pesquisa foi se delineando, ficando mais clara. Para mim, ficou revelado o corpo do trabalho. O planejamento semanal facilitou a organização das buscas de informação; consegui perceber quais os instrumentos que deviam ser acessados, sites, vídeos, entrevistas, desenhos explicativos, reportagens na TV ou jornais. Além do mais, já deixar estabelecido o prazo para conclusão de cada etapa pareceu-me facilitar meu desempenho e proporcionar um relativo grau de tranquilização de ansiedades.
Ao construir o projeto, percebi o quanto é importante ter esse quadro global para uma compreensão menos equivocada das informações levantadas. Quando se aborda o conhecimento de forma fragmentada, podemos construir conceitos distorcidos.
Com relação às tecnologias tive acesso pela primeira vez a programas como CmapTools, Toondoo, Comics e outros. O que mais utilizei foi o CmapTools e, embora ainda não tenha o domínio total de sua utilização, já posso dizer que domino 70% dessa, contra 0% de antes da realização do Projeto.
Outro aspecto importante, é que se desenvolve uma capacidade grande de síntese. Quanto mais se conhece do assunto, mais fácil é sintetizá-lo.
Em termos de dificuldades, a maior de todas, para mim ainda é a tecnologia, embora, como acabo de afirmar, consegui desenvolver maior habilidade, ao tentar e praticar seu manejo.
Na área de relacionamento do grupo, senti um pouco de lentidão para a comunicação entre nós participantes. Custamos bastante a estabelecer uma relação que facilitasse a compreensão coletiva de como desenvolver o trabalho. Estávamos acostumadas ao trabalho individual à distância ou coletivo com presença, mas acredito que foi superado. Todo o trabalho de grupo entre colegas adultos deve pressupor maturidade, iniciativa, concessões, e falas verdadeiras, sem deixar de pensar que não estamos sozinhos nas conseqüências. Apesar de todos termos vidas diferentes e alguns com mais ou menos tendência para uma área, o importante é termos sempre presente que devemos colaborar auxiliando aos outros. Sob esta ótica acredito que dei 100% de mim. Na relação com tutores e professores, penso que sempre respondi prontamente à tudo o que me foi solicitado, mesmo que ainda não estivesse absolutamente correto. Sempre estive disponível para as correções sugeridas. Da mesma forma, sempre que tinha necessidade, corri a procurar ajuda com as orientadoras, no que fui prontamente atendida. Ainda nos últimos momentos, houve uma problema com a edição da sidebar do nosso grupo e a tutora Maria Del Carmem, auxiliou, com todo o carinho.... meu sincero agradecimento a ela.
No tocante à metodologia, transpô-la para a sala de aula, acredito com sinceridade, trará muitas melhorias na qualidade de motivação e, por conseguinte, de participação das crianças. Sei que o aprendizado ocorreria de forma menos tensa, com mais liberdade e alegria. Sem dúvida trabalhar dessa forma trará aumento no índice de compreensão e interesse sobre outros métodos não participativos, embora como sempre, necessito ser verdadeira e registrar que aos poucos estou iniciando um trabalho assim; ainda não trabalho dessa forma, não por ter medo da relação com os alunos, mas pelas dificuldade encontradas dentro das escolas. Ainda que eu coloque a minha visão sobre educação e metodologias de forma clara e afirmativa, e demonstre em minha prática uma aproximação cada vez maior com o que afirmo, tenho tido uma tarefa de convencimento e de conquista de colegas e direções para essa forma de agir. Nem sempre vale a pena o confronto que traz conseqüências de impedimento e, portanto, retroação na própria prática, com prejuízo para as crianças. Gostaria de acrescentar aqui, que durante a apresentação dos grupos, percebi que realizei mais uma aprendizagem, a de que nosso mapa conceitual final, não era exatamente conceitual, mas uma mapa de processo do desenvolvimento do trabalho. Pude me dar conta dessa situação ao ver os mapas mostrados pelos outros grupos. Teremos então, a tarefa de criar um novo mapa conceitual final.