sábado, 9 de maio de 2009
idem anterior
Lendo as postagens das colegas, no fórum, observei questões que se apresentam em suas salas de aula, que são muito parecidas com as que acontecem comigo. Já que em Taquara existe uma região de Quilombo, pretendo levar a turma até lá para que conheçam o local e troquem informações com o pessoal de lá. Penso que é importante a criança negra e indígena, especialmente, enxergar que se é um entre centenas ou milhares, então é um igual entre muitos. Em uma situação em que é um diferente entre muitos diferentes, não necessita ser o escolhido para sofrer a discriminação e o massacre. Suspeito que um de meus alunos tenha descendência indígena, por isso já preparei a atividade 5 dessa interdisciplina em função disso. Se for possível, pretendo levá-los até a reserva Guarani, no município de Riozinho. (próximo de Taquara).
Psico II
Quando assisti o vídeo em que o próprio Piaget se afirmava construtivista, senti um misto de admiração e emoção. Existem pessoas que já nacem geniais... só vão desenhando essa genialidade ao longo de suas vidas. Admiro essa firmeza de crença, a coragem de não aceitar o que os outros lhe impõem. A primeira vez que li Piaget, tinha mais ou menos uns 24 anos. Não entendi nada. Mas minha intuição(ele fala muito bem disso) dizia que esse era um caminho. Hoje começo a compreender o que são os processos de assimilação e acomodação e portanto o que é aprendizagem. Espero que consiga desenvolver essa compreensão, cada vez mais, em minhas ações. Em uma das revistas Nova Escola, há um texto que questiona o discurso vazio. Vários professores emcampam um discurso, o vocabulário utilizado no momento, mas na verdade não o compreendem e talvez até por isso, não acreditam e consideram moda. Não procuram aprofundar a teoria. Tive o desprazer de ouvir, em cursos proporcionados para professores no município de Taquara, uma professora que ministrava o curso sobre alfabetização que Paulo Freire e o construtivismo estavam ultrapassados. Certamente reduziu a epistemologia ao método, confundindo. Indicação de falta de conhecimento sobre o assunto.
PSICO II
A partir de uma série de experiências de vida, me foi apresentado o termo dialética. Fui compreendendo o conceito muito lentamente. Certamente, hoje, comprendo muito mais, porém, fiquei extremamente feliz, ao ler os textos de Fernando Becker e receber algumas explicações da parte da professora Ana Petersen e da tutora Analissa na aula presencial, com o quê, me ficou muito claro a dialeticidade da epistemologia relacional. A dialética enquanto ação psíquica inerente a todo o ser humano, apesar de a grande maioria não saber disso. Lógicamente, continuo afirmando que ainda estou me aproximando dessa forma de exercer a docência, pois anos e anos de uma pedagogia diretiva, todo um período de formação do ensino fundamental ao médio, nos deixa marcas profundas.
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dialética,
epistemologia relacional,
pedagogia diretiva
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Educ.Pessoas com Neces.Educ.Especiais
Ao ler o texto de Cláudio Roberto Baptista, fiquei satisfeita por encontrar, ali, a argumentação que vem ao encontro de algumas idéias que coloquei no primeiro fórum sobre a história da Educação Inclusiva. Que existe uma necessidade de mudança ampla, em que todos possam ser incluídos. Mas, achei muito interessante saber sobre o quanto a defesa do processo de inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais aproximou a chamada educação especial da educação "regular"; que os métodos e pressupostos utilizados na educação especial, foram migrando para a educação comum.'' O autor cita a tentativa de compreender o indivíduo como único, a interdisciplinaridade, a valorização do contexto social de onde esse aluno provem. Também a radicalização da inclusão como forma de questionamento intenso sobre todos os sistemas de ensino.
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contexto social,
educação comum,
inclusão
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Psicologia II
Foi bastante importante para mim, retomar o conceito de aprendizagem na interdisciplina de Psicologia nesse semestre, especialmente ao ler alguns textos novos do professor Fernando Becker e relacioná-los com textos que já haviam sido lidos anteriormente, desse mesmo autor. Confesso que continuo lendo e relendo seguidamente. Trago os textos sempre comigo pois o autor tem a felicidade de explicar Piaget e a epistemologia que embasa o construtivismo de uma forma que eu não diria fácil, mas que me permite facilitar a compreensão da mesma. Entender os conteúdos como recortes do conhecimento que servem apenas para alavancar o estudo de um determinado tema é diferente de entendê-los como um fim em si mesmos. Entender que o conhecimento não é algo que se recorta e se toma para memorizar tal como ele é, mas que ele, ao ser acessado é sempre reinterpretado em uma relação estabelecida entre esse (objeto) e quem o acessa (o sujeito), não é realmente fácil. Especialmente após anos de formação cujas epistemologias que a embasaram foram empiristas (diretivas) e/ou aprioristas(não-diretivas)
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