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quinta-feira, 11 de junho de 2009

PSICO II

Análise.

No texto de Piaget, “Os estágios de desenvolvimento intelectual da criança e do adolescente” está colocado: “é necessário que primeiramente a ordem de sucessão das aquisições seja constante. Não a cronologia, mas a ordem de sucessão.” E mais adiante: “essa cronologia é extremamente variável; ela depende da experiência anterior dos indivíduos e não somente de sua maturação, e depende principalmente do meio social que pode acelerar ou retardar o aparecimento de um estádio, ou mesmo impedir o aparecimento de sua manifestação.” Ao ler esse texto, e observar minhas turmas, acabei fazendo a comparação de estádios em que se encontram e principalmente constatei o que já venho afirmando sempre, que o meio social pode não ser determinante, definitório, como alguns afirmam, mas ele prepondera. E acima de tudo gostaria de clarear que devemos entender o meio social como constituído por componentes culturais e econômicos. A própria cultura é permeada pela condição econômica. Certamente estou sendo repetitiva, mas ainda não fui convencida do contrário. Além disso, penso que se as crianças não podem expressarem-se em casa de forma harmônica, que se não existe o diálogo em casa, e que se a escola não abre espaço para que falem, não há como se desenvolver a linguagem, extremamente necessária para o desenvolvimento mental, para a construção das estruturas e esquemas de assimilação e acomodação. Por consequência, o desenvolvimento da escrita também pode ficar prejudicado. Para finalizar, preciso colocar que não estou me mantendo somente no nível das análises e constatações, mas tenho tomado medidas efetivas para auxiliar as crianças em seu desenvolvimento e uma delas é o início da realização de avaliações semanais, com a turma, sobre todos os aspectos da aula, a fim de que consigam aprender a falarem melhor, argumentarem e assim, sentirem-se ouvidas e com poder de decisão.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Psicologia do Adulto - aprendizagens-semana 3

O nome de Erik Erikson já me era conhecido, mas confesso que nunca tinha lido algo de suas contribuições à psicanálise. Achei muito interessante o enfoque psicossocial. Seu trabalho em relação a extensão das fases da vida adulta e velhice, me foram muito valiosas para compreender algumas pessoas de minha família e até algums sentimentos que nutro em relação a determinadas situações. Fiquei até um tanto esperançosa da abordagem que seus seguidores têm tido para trabalhar na psicanálise com adultos, quando li em um dos textos que podem ser mobilizadas questões que tangem diretamente à idade adulta sem ter que ficar remoendo questões trazidas da infância. Claro, que as continuo julgando como muito importantes ,mas também partilho do pensamento que nem tudo vem exclusivamente desta fase. Na medida que o indivíduo cresce, penso que existem inúmeros conflitos que se desncadeiam a partir da fase vivenciada. Outra questão foi o cuidado de não provocarmos desestabilização em nosso alunos que vem com confiança para escola e no lado oposto, podermos ser um pólo de orientação para a retomada desta, na própria escola.