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quinta-feira, 11 de junho de 2009

PSICO II

Na escola E.M.E.F. encontram-se 25 crianças dentro da sala. Doze delas variam suas idades de onze a quatorze, já quase quinze anos. A outra metade da turma situa-se na faixa dos dez anos. A grande maioria delas apresentam famílias em que um dos pais ou ambos estão desempregados ou prestam serviços temporários. Falta-lhes alimentação, em casa, a maioria vem para aula com febre, dor de dente, de cabeça, garganta, além de outras doenças contagiosas como hepatite, caso que aconteceu esse ano com um dos alunos e que foi detectado por mim. Essas crianças têm carência de roupas, brinquedos, não possuem computador, nem aparelhos de CD, uma ou outra criança, somente. A maioria dos pais não consegue vir à escola saber de seus filhos ou não se interessa realmente. As crianças, quase não tomam banho, e no turno oposto ao escolar, ficam pelas ruas, vão à rios, arroios, tomar banho sozinhos, ou cuidam dos irmãos. Nem sempre auxiliam na casa. Em casa, muitos pais (homens), bebem, o casal briga muito e até comete atos de agressão, algum familiar, irmão, tio, pai, está envolvido com drogas e todos brigam muito com as crianças, inclusive batendo nelas, ou na outra polaridade, não se importam com o que fazem. Em aula, a maioria delas apresenta-se no estádio operatório concreto, mas recém entrando nele. Mesmo os de quatorze anos. Além do mais percebe-se características de estádios anteriores. São pouco cooperativos, só se acalmam sob ordens severas, (o que me causa muita tristeza), agridem-se muito, discutem sem conseguir argumentar, ficam afirmando ou contra-afirmando: é X não é, sei X não sei ( estádio das representações pré-operatórias). Sentem muita vergonha de falar em frente aos outros, gostam de dançar e cantar, mas encenar, não muito. A escrita apresenta muita dificuldade. Muitas vezes, de cinco palavras escritas, todas possuem erro ortográfico. Não articulam início, meio e fim e ficam se repetindo, daí, daí, daí e repetem a mesma frase, todinha.