O Eixo dois, para quem entrou no primeiro semestre de 2007, foi cursado juntamente com o Eixo I.
Trabalhou-se, inicialmente com o conceito de infância, través das diversas interdisciplinas daquele semestre. Tentou-se corporificar a infãncia na criança, inserindo-a em tempos e espaços específicos nas interdisciplinas deInfãncia de 0 a 10 anos e Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica.A partir daí, na Psicologia, abordou-se a criança sob o ponto de vista da Psicanálise, reconhecendo sua constituição profunda nos connceitos de Id, Ego e Superego, e como esses poderiam se manifestar, considerando-se suas relações familiares e sociais. Viu-se, então conceitos essenciais como recalque, transferência, projeção e sublimação como componentes de neuroses. Constatou-se que essa situações podem se manifestar nas relações escolares e nas aprendizagens na escola. Viu-se também, que alguns métodos de alfabetização estão ligados a elementos da psicologia que apresenta possibilidades de aprendizagem pelo Empirismo ou pelo Apriorismo. Exemplos são os métodos sintético e analítico. Viu-se, ainda, quanto à criança que considerando sua dimensão histórica, ela pode estar situada nas camadas pobres ou nas camadas ricas. A vivência da infância nas duas classes ainda não é tranquila. Embora as crianças pertencentes às camadas ricas sejam muitas vezes obrigadas a dar conta de inúmeros cursos, que lhes roubam o tempo de lazer, ainda assim, estão acessando bens culturais importantes para o desenvolvimento do indivíduo, já as crianças pertencentes às camadas pobres, trabalham remuneradamente para contribuir na sustentação familiar e poucas vezes conseguem acessar os bens culturais. A escola, por sua vez, trabalha no sentido de preparar as crianças das camadas populares para a subordinação, enquanto as outras são preparadas para o comando.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Análise
Depois de muito pensar, julgo importante realizar algumas colocações que talvez contribuam para uma avaliação da estrutura do PEAD. Ao iniciar o tcc, neste segundo semestre de 2010, senti falta de haver uma interdisciplina, dentro do curso, com relação à metodologia de pesquisa, ou alguma coisa semelhante. Sempre coloquei considerei o conjunto de interdisciplinas muito interessante e necessário para o desenvolvimento da compreensão do fazer docente e do significado de ser pedagoga (o), e reitero minhas afirmações quanto a isso, porém nem sempre, durante o ardor do processo, nos damos conta do que poderia ser modificado, e só agora, a partir dessa experiência específica, pude constatar. Sei que professores e tutores sempre alertaram para as autorias, para levar em contas regras e normas da escrita científica, porém acho que deveria have um momento determinado para exercitarmos isso. Pude ver que tanto eu, como as colegas nos preocupávamos muito com o conteúdo a ser tratado. Com sua importância, significação, coerência, etc... Penso também que o seminário integrador, poderia se fazer suporte para o momento específico do tcc. Apesar de termos acesso às normas da ABNT, algumas vezes foi difícil enxergar em que item se encontrava tal referência ou citação. Os tutores e professores nos orientaram, mas penso que poderia haver um suporte extra. Fica a observação no sentido apenas de contribuição, pois sei que esse curso teve a peculiaridade de ser construído ao longo dele mesmo e que muitas vezes os idealizadores também encontram dificuldades materiais para sua execução.
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domingo, 24 de outubro de 2010
Educação de Jovens e adultos
Desde as constatações realizadas na interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos, não vi mudanças significativas no trabalho que vem sendo feito, salvo, claro algumas experiências em que professores mais comprometidos com transformações sociais, tentam implementar nova pedagogia. Continuo insistindo que as metodologias empregadas ainda repetem as que são desenvolvidas no ensino regular, que por sua vez não tomam em conta toda a cultura trazida pelos estudantes para dentro da escola.
Considerando-se a característica fundamental que os distingue de outros grupos, qual seja, a de trabalhadores estudantes, esta deveria ser profundamente explorada, a fim de contribuir na construção de suas identidades. Pela compreensão do significado do trabalho em suas vidas, de quais são as consequências positivas e negativas dessa condição, pode-se construir toda a relação com a educação, a fim de perceber qual a importância desta para a elaboração de consciência social em suas vidas.
Questões étnico-raciais
Relendo as postagens sobre as identidades negras e indígenas, me lembrei de um texto apresentado nos cadernos temáticos editados pela SEC, com o propósito de serem examinados para a potencialização dos Conselhos escolares, na época em que Olívio Dutra foi governador. Nele, é discutido o currículo e suas formas de abordagem. É citado o currículo turista, especialmente em Estudos Sociais, onde as questões étnicas são somente exploradas em momentos pontuais, próximos das datas comemorativas, como se as problemáticas que as envolvem somente despertassem interesse nesses momentos. Essa situação denota que não há uma verdadeira preocupação com os vínculos entre a escola e a sociedade. A escola continua se encastelando, prendendo seus alunos específicamente aos conteúdos que ela decide que sejam necessários ao crescimento dos mesmos. Talvez resida aí, uma das grandes dificuldades da relação com os alunos e suas aprendizagens, pois não há como gostar de frequentar um ambiente que não reconhece e muito menos acolhe as peculiaridades de cada sujeito. A escola pública é um lugar em que muitos negros são frequentadores, se não é levada em conta sua cultura, não é possível haver uma relação sadia e a construção de aprendizagem por parte dos mesmos.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
postagem 11 semestre2/2010 - a velhice
Quando estudamos os aspectos que cercam o processo de envelhecimento no Brasil, o que mais me chamou a atenção foi a contradição sempre presente na vida de todas as pessoas a partir da visão capitalista do lucro. Ao mesmo tempo em que as pessoas estão vivendo mais tempo, isso não é indicador de qualidade de vida. Os velhos pertencentes às camadas ricas conseguem desfrutar melhor desse momento, como sempre. Toda a indústria de consumo gerada ao redor do envelhecimento, como cosméticos, turismo, saúde, cirurgias, casamento, lazer beneficia por um lado, mas também apresenta sua conta. Muitas pessoas exorbitam sem noção de como bancar esse consumo. Os velhos e velhas das camadas populares vivem mais, mas o ônus é maior também, pois nos tempos atuais, precisam sustentar a família, ampliada pelos netos. Muitos continuam trabalhando não por que desejam, mas por necessidade. Sem conforto, passam a apresentar mais problemas de saúde. Uma pessoa em nosso sistema tem duas possibilidades, ser produtiva ou não ser. Espero que essa situação mude a médio prazo. Penso que as universidades possuem um papel importante nessa mudança. Poderiam ser criados grupos de estudo com pessoas mais velhas, não na perspectiva de convivência como está colocada agora, só com bailes. Considero importantíssima a fruição do lazer, mas não entendida só como distração. Penso que há várias formas de aprimoramento do ser humano na velhice. Atuação política, desenvolvimento artístico, ambiental, enfim..
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postagem 10 semestre 2/2010 - aprendizagem de jovens e adultos
Ao reler as postagens sobre a aprendizagem de jovens e adultos, continuo validando o que escrevi naquela época. Gostaria, apenas, de dizer que ainda não vejo grandes modificações no trabalho desenvolvido com eles. Especialmente no Ensino Médio noturno, regular. As matérias são apresentadas com o único fim de preparação para o vestibular. Não existe a tomada prévia da identidade do grupo, de seus desejos e necessidades. A grande maioria trabalhadora, tem que trabalhar inclusive aos fins de semana em horários de dez a doze horas por dia. Quando chegam na aula, querem se relacionar socialmente e fazem pressão para sair mais cedo. Acredito que deveria ser colocada uma disciplina, com horário estruturado durante a semana, em que fosse trabalhado o aspecto lúdico, com criação, com o espaço para o encontro do grupo enquanto amizade. As disciplinas de sociologia, história e filosofia, deveriam trabalhar na perspectiva de formação política. (veja-se que não estou me referindo à política partidária)Deveriam montar estrutura para visitação à câmara de vereadores, a fim de se inteirarem da correlação de forças dentro da mesma, que assuntos são discutidos, enfim, trabalhar de forma a que possam realmente desenvolver o censo de cidadania.
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postagem 9 semestre2/2010 - sociologia e política
Estive analisando as postagens feitas com referência às interdisciplinas de sociologia e política. Os conceitos, as interpretações daquele momento; ainda concordo com elas, porém gostaria de a partir do que foi visto e estudado, refletir como é importante para as pessoas, desde jovens terem a oportunidade de participarem de grêmios estudantis, para iniciar sua formação política desde cedo. Digo isso, porque vejo muitos colegas professores que mesmo trilhando uma trajetória de muito esforço pessoal, ainda acreditam que a responsabilidade é só sua. Não conseguem perceber as relações de opressão que permeiam toda a sociedade. Acredito que os sindicatos, as associações de classe deveriam extender a formação política o mais possível. A alienação tem conduzido à consequências desastrosas. Um exemplo claro, para mim é o fato de muitos professores lamentarem a obrigação de opção por projetos terceirizados. No entanto, na hora de votar não conseguem perceber que determinado candidato poderia, se fosse eleito, dar continuidade a eles e lhes dedica o seu voto. Como se eleição e sala de aula não se dissessem respeito
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