O Eixo dois, para quem entrou no primeiro semestre de 2007, foi cursado juntamente com o Eixo I.
Trabalhou-se, inicialmente com o conceito de infância, través das diversas interdisciplinas daquele semestre. Tentou-se corporificar a infãncia na criança, inserindo-a em tempos e espaços específicos nas interdisciplinas deInfãncia de 0 a 10 anos e Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica.A partir daí, na Psicologia, abordou-se a criança sob o ponto de vista da Psicanálise, reconhecendo sua constituição profunda nos connceitos de Id, Ego e Superego, e como esses poderiam se manifestar, considerando-se suas relações familiares e sociais. Viu-se, então conceitos essenciais como recalque, transferência, projeção e sublimação como componentes de neuroses. Constatou-se que essa situações podem se manifestar nas relações escolares e nas aprendizagens na escola. Viu-se também, que alguns métodos de alfabetização estão ligados a elementos da psicologia que apresenta possibilidades de aprendizagem pelo Empirismo ou pelo Apriorismo. Exemplos são os métodos sintético e analítico. Viu-se, ainda, quanto à criança que considerando sua dimensão histórica, ela pode estar situada nas camadas pobres ou nas camadas ricas. A vivência da infância nas duas classes ainda não é tranquila. Embora as crianças pertencentes às camadas ricas sejam muitas vezes obrigadas a dar conta de inúmeros cursos, que lhes roubam o tempo de lazer, ainda assim, estão acessando bens culturais importantes para o desenvolvimento do indivíduo, já as crianças pertencentes às camadas pobres, trabalham remuneradamente para contribuir na sustentação familiar e poucas vezes conseguem acessar os bens culturais. A escola, por sua vez, trabalha no sentido de preparar as crianças das camadas populares para a subordinação, enquanto as outras são preparadas para o comando.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Aprendizagem na vida adulta.
Já havia falado sobre esse tema em um fórum da interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta. Professores sempre têm a difícil tarefa de compreender profundamente seu objeto de trabalho que é o ser humano, seu aluno ou aluna. Alguns professores trabalham com as diferentes idades, crianças, adolescentes e adultos, ao mesmo tempo. Creio que existe uma tendência para se dedicar a esta ou aquela faixa etária com a qual mais se identifica. Porém, os alunos e alunas na vida adulta, devem trazem dentro de suas peculiaridades alguns desafios que não são encontrados nas outras fases. Aqui nos defrontamos com nossos iguais e, por esse motivo, precisamos estar mais atentos do que nunca quanto aos nossos processos internos de egocentrismo ou descentração, pois a luta pelo espaço dentro da sala de aula, aparece de forma mais acirrada, mesmo que sob uma capa de cordialidade ou qualquer outro tipo de mascaramento. Não se pode esquecer que os adultos em questão, trazem da relação cultural com o mundo do tabalho, muita insatisfação pela necessidade de submissão,que se não devidamente observada, respeitada e externada, pode ser transferida para a figura do professor, identificada como autoridade opressora. Penso que as escolas, no horário noturno deveriam ter um espaço de aprendizado na área de Psicologia e Sociedade, onde os alunos encontrassem períodos reservados para a discussão dessas questões, para que o baraço das emoções pudesse dar frutos mais doces. Enquanto os olhos da escola, direção e docentes estiverem fechados para esta situação, ainda se apresentarão muitos problemas durante o desenvolvimento do processo de aprendizagem dentro da sala de aula.
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