Mostrando postagens com marcador aprendizagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aprendizagem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de maio de 2010

As costuras de conteúdo.

Algumas vezes, me pego preocupada quanto a visão que os planos de aula provocam em quem os lê. Em uma primeira leitura, pode parecer que não há uma vinculação entre as áreas de conhecimento que estão sendo desenvolvidas. Mas na aula, eles se entrecruzam o tempo inteiro. Ocorre que nem sempre se consegue trabalhar sobre uma mesma atividade, durante todo o tempo, pois ela vai perdendo o gosto de novidade e as vezes se torna um pouco extensa. Mesmo as atividades que envolvem ludicidade, na dimensão da criação, e do prazer, como pintura, dança, música ou jogos, sempre, em uma turma, as individualidades se sobrepõem ao coletivo e temos de estar cuidando para que não perca seu sentido e cause agitação. Minha preocupação, é retornar ao assunto, até que se descubra um fechamento para ele, mas que esse já seja um pequenino gancho para a próxima atividade. Apesar de saber que não é o ideal cortar uma atividade, também sei que como educadores precisamos discernir entre o que é cortar e o que é aproveitar uma deixa para parar e transformar em estímulo a fim de que haja uma continuidade, em outro momento. Específicamente para a turma 142, oriunda de uma situação social de exclusão do acesso aos bens culturais, oportunizar-lhes novas formas de olhar a informação, transformando-a em conhecimento, em aprendizagem, requer muita calma. A procura dos vínculos entre as áreas ocorre em meio a muitas tentativas.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Conquistas e Expectativas

O Segundo semestre de 2008 foi muito importante para mim, pois, como já relatei em outras instâncias, retomei vários conceitos teóricos e consegui aprofundá-los. Desfiz alguns nós que sempre ficam no trajeto. Desde os 15 anos de idade que atuo em alguma área de mobilização social. Seja em grupos de mães, em lutas por água ou calçamento na periferia, no próprio cpers, junto aos colegas professores, em questões ambientais, movimentos de mulheres, negros, indios, enfim. Sempre fiz movimentos de afastamento e reaproximação dessas lutas todas, conforme processos psico-emocionais ou familiares pelos quais passo. A teoria sempre me auxiliou a compreender melhor e reorganizar essas intervenções. Nos últimos 4 anos, me encontrava no momento de afastamento....mas ao iniciar a faculdade - pead - alcancei um revigoramento e vontade de me reaproximar. No semestre passado, então, houve a coincidencia de haver greve no estado, processo de eleição no sindicato municipal,e estarmos realizando as interdisciplinas da área de sociologia....acabei participando dos dois acontecimentos com bastante intensidade. Além disso, as interdisciplinas enfocaram os desdobramentos políticos na educação, o que me levou a sentir o desejo de atuar em algum projeto dentro da própria escola. Nesse momento, estou terminando a escrita de um projeto de horta comunitária na E.M.E.F 17 de Abril, que fica na periferia de Taquara, com vistas a trabalhar com os pais de alunos e também com os próprios alunos, tentando estimulá-los a retirar sustento com esse projeto. Pretendo tentar conseguir verba junto ao governo Federal....vamos ver.... . Gostaria iniciar um processo, a partir da horta, de gestão democrática dessa escola. Não sei se o projeto vai se viabilizar, mas tentarei. Através dele, gostaria também de desencadear uma forma desenvolver aprendizagem nos moldes dos Projetos de Aprendizagem desenvolvidos por nós no pead.
Quanto a este novo semestre, estou bastante entusiasmada com relação às interdisciplinas já que dizem respeito diretamente ao nosso trabalho e relação com as crianças. Especialmente na escola 17 de Abril, onde temos (nós professores) nos questionado muito sobre o grau de dificuldades apresentadas pelas crianças de lá, decorrentes da falta de motivação para o aprendizado, dentre muitas outras razões. Gostaria de ser auxiliada a realizar algum tipo de pesquisa ou avaliação que
permitisse um diagnóstico o mais aproximado da realidade, possível, para que pudesse, junto aos professores de lá, estruturar uma intervenção de elevação dos níveis de aprendizagem daquelas crianças.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Aprendizagem na vida adulta.

Já havia falado sobre esse tema em um fórum da interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta. Professores sempre têm a difícil tarefa de compreender profundamente seu objeto de trabalho que é o ser humano, seu aluno ou aluna. Alguns professores trabalham com as diferentes idades, crianças, adolescentes e adultos, ao mesmo tempo. Creio que existe uma tendência para se dedicar a esta ou aquela faixa etária com a qual mais se identifica. Porém, os alunos e alunas na vida adulta, devem trazem dentro de suas peculiaridades alguns desafios que não são encontrados nas outras fases. Aqui nos defrontamos com nossos iguais e, por esse motivo, precisamos estar mais atentos do que nunca quanto aos nossos processos internos de egocentrismo ou descentração, pois a luta pelo espaço dentro da sala de aula, aparece de forma mais acirrada, mesmo que sob uma capa de cordialidade ou qualquer outro tipo de mascaramento. Não se pode esquecer que os adultos em questão, trazem da relação cultural com o mundo do tabalho, muita insatisfação pela necessidade de submissão,que se não devidamente observada, respeitada e externada, pode ser transferida para a figura do professor, identificada como autoridade opressora. Penso que as escolas, no horário noturno deveriam ter um espaço de aprendizado na área de Psicologia e Sociedade, onde os alunos encontrassem períodos reservados para a discussão dessas questões, para que o baraço das emoções pudesse dar frutos mais doces. Enquanto os olhos da escola, direção e docentes estiverem fechados para esta situação, ainda se apresentarão muitos problemas durante o desenvolvimento do processo de aprendizagem dentro da sala de aula.