terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Estágio

Ao observar várias colegas falando que lá no estágio aprenderam algo, sobre o que não haviam pensado antes, fiquei me questionando. Creio que realizei várias aprendizagens, mas já havia pensado, de certa forma sobre todas elas. O que acontece, sob o meu ponto de vista é que as nossas percepções ficam mais aguçadas e centram o foco sobre determinados elementos. Naturalmente, que qualquer mudança na forma de se observar, ou se relacionar com o objeto do conhecimento é aprendizado. Também levamos para o estágio nossos conhecimentos prévios, como professores e toda a teoria acumulada durante o próprio curso. Por isso, sei que realizei muitas aprendizagens ao confrontar a teoria em minhas práticas pedagógicas. Mas reitero, não foram aprendizagens forjadas somente naquele momento.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eixo 5 - conceitos

Na interdisciplina de Organização de Gestão da Educação, conseguimos conceituar globalização, neoliberalismo, política, política pública, políticas educacionais, estado e democracia. A democracia para se realizar necessita participação. Que as polícas públicas e consequentemente as educacionais, seguem a tendência de opção do Estado. Como vivemos sob um estado privatizado, as políticas passam a ser privatistas, também e não públicas. São decididas por poucos para muitos. Nessa interdisciplina trabalhamos, ainda a Educação Nacional e os Sistemas de Ensino, como acontece o financiamento nos estados e municípios. Há a necessidade de controle e fiscalização. Para isso contamos já com os conselhos da merenda e do Fundeb. Vimos ainda, a história da educação no Brasil, as Constituições Federais, o que contemplaram no âmbito da Educação e dentro disso, as diretrizes curriculares nacionais e a formação da docência e seu caráter profissional. Fica absolutamente claro que educação e política caminham juntas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eixo 4

Uma das pautas do eixo 4 foi a abordagem das representações de mundo, na Matemática, nas Ciências Naturais e nos Estudos Sociais. Particularmente gostei da denominação "representação de mundo" aplicada a essas áreas do conhecimento. Pois sabemos que não se abosorve a realidade em si mesma, mas a representação que se faz dessa realidade.
Em todas as interdisciplinas pode-se realizar o contato com a história, questionando as afirmações enquanto verdades absolutas, percebendo a transitoriedade dos fatos, dentro de determinado contexto de realidade econômica e social. Pôde-se enxergar muitos outro atores sociais, além dos que são apresentados, comumente, em livros didáticos.
Também os erros, foram tomados como fonte de reflexão por parte do professor, que tem o papel essencial de motivar o debate, o questionamento e a socialização de respostas e conclusões.

Eixo 3

No eixo três, tivemos interdisciplinas que abordaram música, teatro, literatura infanto-juvenil, artes visuais e ludicidade.
Todas elas apresentaram alguns conceitos e metodologias que possuíam muito em comum. Primeiramente, levar aos aprendentes a noção de que estas são áreas do conhecimento que não pertencem somente a um grupo de pessoas entendidas do assunto. A música e artes visuais são expressões de todo o ser humano, e portanto, cada indivíduo se relacina com elas de sua maneira, sem haver um certo ou errado. Segundo, todas são áreas de expressão do self . Os alunos, se trabalhados através delas, podem reconstruir identidades, podem entrar em contato com os sentimentos, não somente com a razão e podem desenvolver operatoriedade.
A ludicidade perpassa todas essas áreas. Permite que o indivíduo encontre seu ponto de intersecção entre o a realidade e o ilusório, entre o objetivo e o subjetivo, e nesse momento a criação acontece. Não há, em minha opinião, criação sem ludicidade. A criação traz prazer, traz tranquilidade.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eixo II

O Eixo dois, para quem entrou no primeiro semestre de 2007, foi cursado juntamente com o Eixo I.
Trabalhou-se, inicialmente com o conceito de infância, través das diversas interdisciplinas daquele semestre. Tentou-se corporificar a infãncia na criança, inserindo-a em tempos e espaços específicos nas interdisciplinas deInfãncia de 0 a 10 anos e Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica.A partir daí, na Psicologia, abordou-se a criança sob o ponto de vista da Psicanálise, reconhecendo sua constituição profunda nos connceitos de Id, Ego e Superego, e como esses poderiam se manifestar, considerando-se suas relações familiares e sociais. Viu-se, então conceitos essenciais como recalque, transferência, projeção e sublimação como componentes de neuroses. Constatou-se que essa situações podem se manifestar nas relações escolares e nas aprendizagens na escola. Viu-se também, que alguns métodos de alfabetização estão ligados a elementos da psicologia que apresenta possibilidades de aprendizagem pelo Empirismo ou pelo Apriorismo. Exemplos são os métodos sintético e analítico. Viu-se, ainda, quanto à criança que considerando sua dimensão histórica, ela pode estar situada nas camadas pobres ou nas camadas ricas. A vivência da infância nas duas classes ainda não é tranquila. Embora as crianças pertencentes às camadas ricas sejam muitas vezes obrigadas a dar conta de inúmeros cursos, que lhes roubam o tempo de lazer, ainda assim, estão acessando bens culturais importantes para o desenvolvimento do indivíduo, já as crianças pertencentes às camadas pobres, trabalham remuneradamente para contribuir na sustentação familiar e poucas vezes conseguem acessar os bens culturais. A escola, por sua vez, trabalha no sentido de preparar as crianças das camadas populares para a subordinação, enquanto as outras são preparadas para o comando.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Análise

Depois de muito pensar, julgo importante realizar algumas colocações que talvez contribuam para uma avaliação da estrutura do PEAD. Ao iniciar o tcc, neste segundo semestre de 2010, senti falta de haver uma interdisciplina, dentro do curso, com relação à metodologia de pesquisa, ou alguma coisa semelhante. Sempre coloquei considerei o conjunto de interdisciplinas muito interessante e necessário para o desenvolvimento da compreensão do fazer docente e do significado de ser pedagoga (o), e reitero minhas afirmações quanto a isso, porém nem sempre, durante o ardor do processo, nos damos conta do que poderia ser modificado, e só agora, a partir dessa experiência específica, pude constatar. Sei que professores e tutores sempre alertaram para as autorias, para levar em contas regras e normas da escrita científica, porém acho que deveria have um momento determinado para exercitarmos isso. Pude ver que tanto eu, como as colegas nos preocupávamos muito com o conteúdo a ser tratado. Com sua importância, significação, coerência, etc... Penso também que o seminário integrador, poderia se fazer suporte para o momento específico do tcc. Apesar de termos acesso às normas da ABNT, algumas vezes foi difícil enxergar em que item se encontrava tal referência ou citação. Os tutores e professores nos orientaram, mas penso que poderia haver um suporte extra. Fica a observação no sentido apenas de contribuição, pois sei que esse curso teve a peculiaridade de ser construído ao longo dele mesmo e que muitas vezes os idealizadores também encontram dificuldades materiais para sua execução.

domingo, 24 de outubro de 2010

Educação de Jovens e adultos

Desde as constatações realizadas na interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos, não vi mudanças significativas no trabalho que vem sendo feito, salvo, claro algumas experiências em que professores mais comprometidos com transformações sociais, tentam implementar nova pedagogia. Continuo insistindo que as metodologias empregadas ainda repetem as que são desenvolvidas no ensino regular, que por sua vez não tomam em conta toda a cultura trazida pelos estudantes para dentro da escola.
Considerando-se a característica fundamental que os distingue de outros grupos, qual seja, a de trabalhadores estudantes, esta deveria ser profundamente explorada, a fim de contribuir na construção de suas identidades. Pela compreensão do significado do trabalho em suas vidas, de quais são as consequências positivas e negativas dessa condição, pode-se construir toda a relação com a educação, a fim de perceber qual a importância desta para a elaboração de consciência social em suas vidas.