sábado, 9 de maio de 2009

PSICO II

A partir de uma série de experiências de vida, me foi apresentado o termo dialética. Fui compreendendo o conceito muito lentamente. Certamente, hoje, comprendo muito mais, porém, fiquei extremamente feliz, ao ler os textos de Fernando Becker e receber algumas explicações da parte da professora Ana Petersen e da tutora Analissa na aula presencial, com o quê, me ficou muito claro a dialeticidade da epistemologia relacional. A dialética enquanto ação psíquica inerente a todo o ser humano, apesar de a grande maioria não saber disso. Lógicamente, continuo afirmando que ainda estou me aproximando dessa forma de exercer a docência, pois anos e anos de uma pedagogia diretiva, todo um período de formação do ensino fundamental ao médio, nos deixa marcas profundas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Educ.Pessoas com Neces.Educ.Especiais

Ao ler o texto de Cláudio Roberto Baptista, fiquei satisfeita por encontrar, ali, a argumentação que vem ao encontro de algumas idéias que coloquei no primeiro fórum sobre a história da Educação Inclusiva. Que existe uma necessidade de mudança ampla, em que todos possam ser incluídos. Mas, achei muito interessante saber sobre o quanto a defesa do processo de inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais aproximou a chamada educação especial da educação "regular"; que os métodos e pressupostos utilizados na educação especial, foram migrando para a educação comum.'' O autor cita a tentativa de compreender o indivíduo como único, a interdisciplinaridade, a valorização do contexto social de onde esse aluno provem. Também a radicalização da inclusão como forma de questionamento intenso sobre todos os sistemas de ensino.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Psicologia II

Psicologia II

Foi bastante importante para mim, retomar o conceito de aprendizagem na interdisciplina de Psicologia nesse semestre, especialmente ao ler alguns textos novos do professor Fernando Becker e relacioná-los com textos que já haviam sido lidos anteriormente, desse mesmo autor. Confesso que continuo lendo e relendo seguidamente. Trago os textos sempre comigo pois o autor tem a felicidade de explicar Piaget e a epistemologia que embasa o construtivismo de uma forma que eu não diria fácil, mas que me permite facilitar a compreensão da mesma. Entender os conteúdos como recortes do conhecimento que servem apenas para alavancar o estudo de um determinado tema é diferente de entendê-los como um fim em si mesmos. Entender que o conhecimento não é algo que se recorta e se toma para memorizar tal como ele é, mas que ele, ao ser acessado é sempre reinterpretado em uma relação estabelecida entre esse (objeto) e quem o acessa (o sujeito), não é realmente fácil. Especialmente após anos de formação cujas epistemologias que a embasaram foram empiristas (diretivas) e/ou aprioristas(não-diretivas)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Conquistas e Expectativas

O Segundo semestre de 2008 foi muito importante para mim, pois, como já relatei em outras instâncias, retomei vários conceitos teóricos e consegui aprofundá-los. Desfiz alguns nós que sempre ficam no trajeto. Desde os 15 anos de idade que atuo em alguma área de mobilização social. Seja em grupos de mães, em lutas por água ou calçamento na periferia, no próprio cpers, junto aos colegas professores, em questões ambientais, movimentos de mulheres, negros, indios, enfim. Sempre fiz movimentos de afastamento e reaproximação dessas lutas todas, conforme processos psico-emocionais ou familiares pelos quais passo. A teoria sempre me auxiliou a compreender melhor e reorganizar essas intervenções. Nos últimos 4 anos, me encontrava no momento de afastamento....mas ao iniciar a faculdade - pead - alcancei um revigoramento e vontade de me reaproximar. No semestre passado, então, houve a coincidencia de haver greve no estado, processo de eleição no sindicato municipal,e estarmos realizando as interdisciplinas da área de sociologia....acabei participando dos dois acontecimentos com bastante intensidade. Além disso, as interdisciplinas enfocaram os desdobramentos políticos na educação, o que me levou a sentir o desejo de atuar em algum projeto dentro da própria escola. Nesse momento, estou terminando a escrita de um projeto de horta comunitária na E.M.E.F 17 de Abril, que fica na periferia de Taquara, com vistas a trabalhar com os pais de alunos e também com os próprios alunos, tentando estimulá-los a retirar sustento com esse projeto. Pretendo tentar conseguir verba junto ao governo Federal....vamos ver.... . Gostaria iniciar um processo, a partir da horta, de gestão democrática dessa escola. Não sei se o projeto vai se viabilizar, mas tentarei. Através dele, gostaria também de desencadear uma forma desenvolver aprendizagem nos moldes dos Projetos de Aprendizagem desenvolvidos por nós no pead.
Quanto a este novo semestre, estou bastante entusiasmada com relação às interdisciplinas já que dizem respeito diretamente ao nosso trabalho e relação com as crianças. Especialmente na escola 17 de Abril, onde temos (nós professores) nos questionado muito sobre o grau de dificuldades apresentadas pelas crianças de lá, decorrentes da falta de motivação para o aprendizado, dentre muitas outras razões. Gostaria de ser auxiliada a realizar algum tipo de pesquisa ou avaliação que
permitisse um diagnóstico o mais aproximado da realidade, possível, para que pudesse, junto aos professores de lá, estruturar uma intervenção de elevação dos níveis de aprendizagem daquelas crianças.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Linha do tempo na educação do Brasil

Para mim foi bastante importante construir a linha do tempo na Interdisciplina de Organização e Gestão da Educação, pois além de ser uma forma menos cansativa de estudarmos a trajetória histórica da educação no Brasil, ficou muito próxima a possibilidade de comparação entre as Constituições Federais. Pode-se observar com clareza, como cada período tratou da educação, segundo suas conveniências, do ponto de vista das elites. A Constituição de 1988, ressurge como ápice do grande movimento popular que cresceu, reivindicando direitos e lutando por essas reivindicações. Infelizmente, mesmo nesses tempos pós abertura, muitos princípios ainda não são cumpridos e a grande massa insatisfeita continua aceitando essa situação como irreversível.

Aprendizagem na vida adulta.

Já havia falado sobre esse tema em um fórum da interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta. Professores sempre têm a difícil tarefa de compreender profundamente seu objeto de trabalho que é o ser humano, seu aluno ou aluna. Alguns professores trabalham com as diferentes idades, crianças, adolescentes e adultos, ao mesmo tempo. Creio que existe uma tendência para se dedicar a esta ou aquela faixa etária com a qual mais se identifica. Porém, os alunos e alunas na vida adulta, devem trazem dentro de suas peculiaridades alguns desafios que não são encontrados nas outras fases. Aqui nos defrontamos com nossos iguais e, por esse motivo, precisamos estar mais atentos do que nunca quanto aos nossos processos internos de egocentrismo ou descentração, pois a luta pelo espaço dentro da sala de aula, aparece de forma mais acirrada, mesmo que sob uma capa de cordialidade ou qualquer outro tipo de mascaramento. Não se pode esquecer que os adultos em questão, trazem da relação cultural com o mundo do tabalho, muita insatisfação pela necessidade de submissão,que se não devidamente observada, respeitada e externada, pode ser transferida para a figura do professor, identificada como autoridade opressora. Penso que as escolas, no horário noturno deveriam ter um espaço de aprendizado na área de Psicologia e Sociedade, onde os alunos encontrassem períodos reservados para a discussão dessas questões, para que o baraço das emoções pudesse dar frutos mais doces. Enquanto os olhos da escola, direção e docentes estiverem fechados para esta situação, ainda se apresentarão muitos problemas durante o desenvolvimento do processo de aprendizagem dentro da sala de aula.