segunda-feira, 11 de outubro de 2010

postagem 8 semestre2/2010 - as tics

A interdisciplina das tecnologias de comunicação foi importante abrir mais uma janela de possibilidades. Desde a escrita colaborativa até a construção de histórias em quadrinhos, com imagens, existem um mundo de recursos a serem explorados tanto por nós professores, como pelas crianças com quem trabalhamos. Aos poucos, fui buscando literatura, na área, que explicitasse a importância do uso das tecnologias. Na época, deixei claro em minha postagem que tinha dúvidas a respeito da importância da mesma. Infelizmente, assim era. Posso dizer que minha visão sobre o tema mudou a partir da entrada na faculdade e das interdisciplinas ofertadas sobre as tecnologias. A modificação aconteceu não só pela infinidade de recursos que se pode acessar, mas fundamentalmente por saber que também as tecnologias podem promover a modificação no processo educativo dentro da escola. Que ela também pode ser geradora de identidade, de autoconstrução, de autoria, de percepção do lugar social e gerar posicionamento crítico, também.
Quando realizamos a interdisciplina de educação com PNEEs, também pude ver com clareza, como a tecnologia auxilia a essas pessoas tanto na fase de escolaridade como na profissão.

domingo, 10 de outubro de 2010

postagem 7- semestre2/2010 - a representação do mundo pela matemática

Esta foi uma interdisciplina da qual gostei muito. Obtive bons esclarecimentos quanto ao trabalho com crianças de séries iniciais. Na época, lecionava para 1ª série e 4 série. Pude desenvolver algumas práticas com essas duas turmas, as quais me fizeram enxergar resultados importantes, no sentido de oferecer cada vez mais materiais concretos para manipulação e criar atividades que estivessem mais relacionadas à suas idades. Cada vez tenho mais segurança no trabalho da área de matemática com a faixa de 07 a 10 anos. A associação com as teorias de aprendizagem, estudadas na interdisciplina de psicologia, me devolveram a tranquilidade para me posicionar frente à escola e voltar com a turma até onde julgo que há necessidade de retomar o conhecimento manifestado. Gostei bastante da atividade em que todos os polos fizeram uma listagem de atividades para serem aplicadas com as crianças e as quais tivemos acesso para comentar. Formou-se aí um formidável banco de atividades as quais recorro, de vez em quando. De lá para cá, procurei participar de oficinas da área, quando oferecidas pela escola, e pude aprender o manejo do material dourado para a realização das operações. Esse é um material muito simples de ser manejado e permite várias atividades.

postagem 6- semestre2/2010 -as tecnologias em 2008/1

No primeiro semestre de 2008, tive a oportunidade de aprimorar o trabalho em PowerPoint e tivemos duas atividades com a linha do tempo que foram feitas na xtimeline. O curso sempre teve como tônica, apresentar tarefas que exigissem o acesso a diferentes recursos da tecnologia. Considero uma pena que não há tempo para explorarmos mais muitas possibilidades que nos foram apresentadas. A cada dia, se criam novos recursos e nós como professores de escola pública, continuamos sem tempo para a apropriação dos mesmos. Para se dominar a tecnologia, infelizmente não basta exercitá-la apenas uma vez. O mesmo vale para as crianças, pois embora tenham mais facilidade para as aprendizagens tecnológicas, se não conseguem praticar realizando tarefas diárias, acabam esquecendo o processo. As crianças frequentadoras da escola pública, muitas vezes só tem acesso ao computador na escola. Se a escola não lhes oferece o acesso sistematicamente, não há como desenvolver o domínio. Os pequenos não conseguem ir às lan houses pois não tem dinheiro ou os pais não permitem.
No momento, na escola onde realizei o estágio, os computadores estão todos desligados, novamente, já há mais de um mês, pois para serem instalados os novos, a escola depende dos técnicos que são encaminhados pelas prefeituras que por sua vez precisam do aval do governo federal. Os cursos para professores também ainda possuem número escasso de vagas além de serem oferecidos em lugares de difícil acesso.

postagem 5 - semestre 2/2010 - ludicidade

Quando se fala em ludicidade, vejo muitos colegas identificando o conceito com brincadeiras, somente. A brincadeira traz consigo, essencialmente, a dimensão lúdica, porém, no meu parecer, todas as atividdades relacionadas às artes visuais, por exemplo, trazem consigo o aspecto lúdico, também. A dança, a música, a poesia, enfim, todas as manifestações artísticas são calcadas na ludicidade, a meu ver. O momento da criação, em qualquer área, é o momento do encontro entre o subjetivo e objetivo, é o estado de repouso, assim denominado por Donald Winnicott. É o momento do encontro consigo, a que muitos psicólogos chamam de self. Nesse estado não há competição, não há preocupação. É uma pena que muitas brincadeiras ainda estejam baseadas na competição. O esporte, com sua profissionalização cada vez maior, perdeu o aspecto lúdico; a violência nos estádios e entre torcidas, fora deles, é um indicativo marcante dessa situação. Quando há objetivos muito rigorosos estabelecidos, cria-se um estado de ansiedade contrário a uma das dimensões da ludicidade que é a tranquilidade.

postagem4- semestre2/2010 - artes visuais

Embora já se tenham passados três anos, não vi muitas modificações na forma como é apresentada a área de Artes Visuais nas escolas. Na escola em que trabalho no município, já dá para ver alguma diferença, mas ainda não chega a se constituir no que se chama uma proposta triangular. A maioria dos professores ainda apresenta as esculturas e pinturas sem comparar a outras, e principalmente sem vincular às questões contextuais, qual o tipo de conjuntura político, socila e econômica da época, e como vemos as situações agora. O trabalho geralmente fica restrito às formas plásticas, à análise da obra de arte. Muitas vezes a reprodução da obra é apresentada como releitura, inclusive. Continuam as qualificações com preferência sempre para as áreas de matemática e português.
Durante o estágio, tive a oportunidade de trabalhar Tarsila do Am
aral e a partir de uma de suas obras, conversar um pouco sobre a realidade das crianças da turma, cuja maioria trabalha em casa para auxiliar na renda da casa. O quadro foi Vendedor de Frutas. Tenho uma ou duas postagens a respeito desse trabalho no primeiro semestre de 2010.
http://peadtcc76103.pbworks.com/w/page/texto-Leonardo-Boff

postagem 3 - semestre2/2010 - PPP- leitura de textos

Ao ler o texto cujo título era PPP, lembrei das leituras feitas, mas o que mais me chamou a atenção foi o comentário da tutora Sibbica, em que ela diz que minha veia militante se reacendeu com os textos... E era verdade, durante esse período de quatro anos, após as discussões sobre a necessidade de melhorias na educação, sempre acabei realizando alguma intervenção prática, em termos políticos, das quais estava tentando me distanciar. Naquele ano, participei da chapa para eleição ao sindicato dos municipários de Taquara. Não ganhamos, mas identifiquei vários companheiros de luta, com os quais não sabia que compartilhava muitas idéias. Nesse momento, aliás, é bom relembrar, pois depois do primeiro turno, fiquei muito angustiada, de ver várias colegas optando por Fogaça e Serra, mesmo que muito insatisfeitos com a Yeda, no Estado. Vê-se que as pessoas não conseguem perceber como se dão as alianças político partidárias; que existem campos diferenciados de proposta política e que embora os nomes apareçam em partidos diferentes, o campo político a que pertencem é o mesmo. Serra e Fogaça=Yeda. A propósito, anda circulando na internet um e-mail contendo um texto de Leonardo Boff, muito bom. Vou procurar o link e colocar no blog.